Exercício pré-prova

06/09/2005

1. Introdução da questão: O último dia internacional das mulheres (8/03) marcou o lançamento da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade. Em São Paulo, 40 mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista. Aconteceram manifestações também em outras cidades brasileiras e diversas cidades do mundo.
A tarefa: Como editor de um site jornalístico, você quer publicar uma matéria sobre o assunto e gostaria de incluir a íntegra da Carta citada no texto acima. Encontre-a na internet.
O que deve ser respondido: inclua na sua folha resposta o link da página onde for encontrada a Carta e o primeiro parágrafo do texto.

2. Encontre na internet e cole abaixo o link da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (SEFAZ/RS) que permite acompanhar através de RSS as alterações na legislação publicadas no Diário Oficial do Estado.
O que deve ser respondido: Copie abaixo o link XML que seria colado no leitor de RSS para visualizar as notícias naquele programa.

3. Introdução da questão: Todos os anos, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) edita – inclusive em português – o Relatório do Desenvolvimento Humano.
A pergunta: Na última edição, o Brasil ficou em qual posição no ranking do IDH (índice de desenvolvimento humano)?
O que deve ser respondido: a posição do Brasil no ranking do IDH 2004 e o link da página onde foi encontrada a informação.

4. Pesquisa Acadêmica: Suponhamos que você leu o trabalho “Jornalismo Online e Identidade Profissional do Jornalista”, apresentado em 2001 por ZL ADGHIRNI no encontro Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação – COMPÓS. Você gostaria de saber se há disponível na internet outros artigos acadêmicos que tenham citado este trabalho de Adghirni.
O que deve ser respondido: Copie abaixo os resultados do Scholar.Google que mostram os artigos que citam o trabalho “Jornalismo Online e Identidade Profissional do Jornalista”, de autoria de ZL Adghirni.

5. Pesquise na internet para encontrar respostas para as seguintes perguntas:
Suponhamos que, logo após as primeiras notícias do furacão Katrina você pensou em fazer uma reportagem sobre casos de brasileiros em New Orleans que viveram esta tragédia ou possíveis reflexos no Brasil deste desastre natural. Sua primeira iniciativa é monitorar o que está sendo publicado sobre o Katrina e brasileiros (as) em português para conhecer os casos e preparar uma pauta.
A resposta: Cole abaixo o(s) link(s) xml que seria colado no leitor de RSS para monitorar as notícias desejadas e três fontes para sua matéria: uma governamental (do Brasil), alguma empresa brasileira relacionada e uma pessoa que tenha escapado de New Orleans.

Bookmarks sociais

01/09/2005

Esquema para a aula de hoje:

Bookmarks local (no Firefox – ver parte final da aula passada)

Bookmarks Social: del.icio.us / linkblog.com.br

O funcionamento do del.icio.us/about

Pesquisa no del.icio.us

Definição de um site pelas tags da comunidade – clicar em and 228 other people.

Pessoas que tem um site em comum com você podem ter muitos outros do seu interesse.

RSS e del.icio.us – você pode “assinar”:

  • Todo o bookmarks de uma pessoa,
  • Só uma ou mais tags da mesma pessoa,
  • Uma tag por “todas” as pessoas;
  • Várias tags (internet + brasil, p. ex.) por uma ou todas as pessoas;
  • Firefox, software livre e bookmarks

    30/08/2005

    O objetivo da aula é:

  • apresentar esta nova opção opção de navegador – Firefox – e algumas de suas funcionalidades.
  • dar algumas dicas práticas para agilizar a navegação na web
  • enfatizar a importância de fazer um gerenciamento dos bookmarks (favoritos)
  • apresentar o conceito de software livre
  • Vale ressaltar que não se trata de propaganda ou de pregar a adoção do Firefox. O importante é conhecer uma opção de software livre para poder comparar.

    Software Livre

    Software Livre se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:
    • Liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 1)
    • Liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 2). Acesso ao código-fonte logicamente é um pré-requisito para esta liberdade.
    • Liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 3).
    • Liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 4). Acesso ao código-fonte é novamente um pré-requisito para esta liberdade.

    Definições e Referências

    Software Livre. Free software é um software que vem com permissão para qualquer um copiar, usar e distribuir, com ou sem modificações, gratuitamente ou por um preço. Em particular, isso significa que o código-fonte deve estar disponível. “Se não é fonte, não é software”. Esta é uma definição simplificada; veja também a definição completa .

    Código Aberto. Um programa Open Source tem seu código livre para edição. Assim, programadores que entendam da linguagem utilizada, podem corrigir erros, adicionar features e criar novas versões, sempre creditando a fonte. [Wiki ArqHP]

    Freeware. Por favor não use o termo freeware como um sinônimo para “software livre”. O termo freeware foi usado comumente nos anos 80 para programas publicados apenas como executáveis, sem código fonte disponível. Atualmente a definição mais aceitável é usada para pacotes que permitem redistribuição mas não modificação.

    Software Semi-livre. É software que não é livre, mas que vem com permissão para indivíduos usarem, copiarem, distribuirem e modificarem (incluindo a distribuição de versões modificadas) para fins não lucrativos. PGP é um exemplo de programa semi-livre.

    Software Proprietário. É aquele que não é livre ou semi-livre. Seu uso, redistribuição ou modificação é proibido, ou requer que você peça permissão, ou é restrito de tal forma que você não possa efetivamente fazê-lo livremente.

    Software Comercial. É software sendo desenvolvido por uma empresa que procura ter lucro através do uso do software. “Comercial” e “Proprietário” não são a mesma coisa! A maior parte do software comercial é proprietária, mas existem softwares livres comerciais, e softwares não-comerciais e não-livres.

    Fonte: Daniel Costa.

    Firefox: prós e contras
    (original publicado em 2/11/2004 no Mundo Digital) O que está em itálico é comentário meu e os negritos fiz para destacar palavras-chave.

    Lá pelos idos dos anos 90, internauta (não eram muitos, na verdade) que se prezasse só navegava pelo Netscape Navigator, produzido pela empresa de mesmo nome. O Netscape era robusto, confiável, cheio de recursos e tinha uma interface agradável. Nessa época, o Internet Explorer, então em sua versão 3.1, era alvo de chacota.

    Só que a Microsoft, com seu imenso poder de fogo, melhorou bastante o IE e, mais do que isso, passou a entregá-lo de graça, incorporado ao Windows. Em poucos anos, esses dois fatores demoliram a fortaleza na qual o Netscape se alojava, com quase 90% do mercado de browsers. Hoje, quem tem mais de 90% (97%, para ser mais exato) é a Microsoft.

    Derrotada, a Netscape morreu e deixou uma semente em 98: o projeto Mozilla, que oferece gratuitamente o código-fonte do Navigator, para que programadores possam desenvolvê-lo. O código-fonte é a alma de qualquer software, e geralmente é guardado a sete chaves.

    Seis anos depois, graças ao trabalho voluntário de centenas de programadores pelo mundo, o Mozilla liberou a versão 1.0 do Firefox, um navegador que promete incomodar bastante o Internet Explorer -massacrado pela mídia especializada graças aos seus constantes, incômodos e aparentemente incorrigíveis defeitos de segurança.

    Prós e Contras

    Depois de 72 horas de testes, Mundo Digital pôde estabelecer algumas conclusões sobre o Firefox 1.0 e estabeleceu uma lista de prós e contras sobre o novo navegador.

    • Prós

    1. É leve. São apenas 4.5 MB, contra incríveis 80 MB do Internet Explorer. A instalação é simples e sem sobressaltos. Basta copiar e seguir os passos indicados.

    2. Internautas acostumados ao IE não encontram grandes problemas ao usar o Firefox. Ele também possui recursos como o “Auto-completar” endereços e permite o atalho “CTRL+enter” para completar uma URL a partir de uma palavra. Exmplo: digite “uol” no campo do endereço e pressione as teclas CTRL e enter juntas. O programa irá preencher a URL com “http://www.uol.com” (no caso do Universo Online, você será levado à home page).

    3. Além disso, durante a instalação, o Firefox pergunta se o usuário quer importar favoritos, senhas, cookies e histórico do IE. Em geral, a operação dá certo e o internauta muda de browser sem sumir com seu passado inteiro.

    4. A navegação pode ser feita em abas (tabs) dentro da sessão principal. Para isso, aperte a tecla CTRL ao clicar em um link. Quando a aba é carregada, aparece um iconezinho, evitando que você perca tempo esperando o carregamento.
    Organiza a navegação em categorias, caminhos, rumos…

    5. O Firefox vem com bloqueador de pop-up incorporado. Funciona muito bem, diga-se de passagem. Durante o teste, soube reconhecer pop-ups de propaganda e respeitar janelas que se abrem a pedido do usuário, após clicar em algo (uma enquete, por exemplo).

    6. (themes) A interface é limpa e pode ficar ainda mais agradável. Para isso, basta baixar um tema chamado Noia 2.0, disponível no site do programa. A maneira mais fácil de fazer isso é clicando em Tools-Themes no menu e depois em Get more themes na caixa de diálogo. Ao escolher o tema, ele instala-se automaticamente.

    7. (extensions )
    - Por falar em extensões, o programa oferece algumas. A mais útil, disparado, é a Adblock. Ela bloqueia anúncios em todos os sites, tornando a navegação mais rápida -um alívio principalmente para quem usa conexão dial-up. Para instalar, clique em Tool-Extensions e depois em Get More Extensions na caixa de diálogo. Assim como o tema, a extensão também se instala sozinha. Além de banners, essa extensão também pode bloquear anúncios em Flash, que em geral, são pesados e consomem processamento da máquina até o carregamento integral.

    Outra boa extensão é a FoxyTunes, que acrescenta botões para controlar um tocador de MP3 ao painel do Firefox. Ela é, inclusive, compatível com o programa Winamp. Para remover extensões, clique em Tools, Extensions e Uninstall. (do texto da Folha citado mais abaixo)

    8. O navegador vem com uma útil e discreta caixinha de busca ao lado dos ícones principais. Por ali, dá para pesquisar no Google, Yahoo!, Amazon e Wikipedia. É possível adicionar outros serviços, mas nenhum em português.

    9. O Firefox pode bloquear códigos javascript que bagunçam os sites durante a navegação.

    10. Por fim, mas não menos importante (pelo contrário), o Firefox é muito menos vulnerável do que o Internet Explorer. Até agora, nenhuma vulnerabilidade grave foi descoberta no programa. Para quem usa Internet banking e sites de compra online, é uma diferença e tanto.

    - Alguns favoritos na barra abaixo do endereço;
    - Busca também no campo endereço;
    - Ctrl + F;
    - seleciona texto, lado direito do mouse, search.
    - Bookmarks tem (em propriedades do item) um campo descrição para “fichar” o site.

    • Contras

    1. Apesar de leve, o Firefox consome tanta memória RAM quanto seu concorrente da Microsoft. Claro que isso depende de quantas janelas e dos recursos sendo acessados (animações em Flash, por exemplo), mas a impressão geral é que o navegador da Mozilla não poupa recursos do usuário como aparenta.

    2. Apesar de leve, o Firefox não vem com plugins (acessórios) fundamentais -caso do Java Virtual Machine (usado em aplicações de Internet banking, por exemplo), Flash Player (animações), QuickTime (vídeos online) e Shockwave (animações e jogos). Apesar de prometer instalação automática desses plugins, o fato é que foi necessário instalar quase tudo “no braço”, algo que raramente o usuário comum gosta de fazer, claro.

    3. (nunca percebi)Mesmo sem medições precisas, foi possível verificar que o Firefox é sensivelmente mais lento do que o IE para carregar páginas, imagens e animações. Para internautas com mais experiência, o modo como ele carrega as páginas lembra o IE 3.0, que não deixou saudades. Além disso, páginas com anúncios em Flash, vários frames (janelas dentro do site) ou menus em código DHTML (HTML dinâmico) às vezes ficam bagunçadas no Firefox.

    4. (não concordo). O navegador não se integra bem com o Outlook nem com o Outlook Express. (por outro lado, isso é uma boa, porque muitos vírus se aproveitam dessa facilidade que o IE oferece). Ele também demora para responder a links clicados em outras janelas -como as de mensageiros instantâneos.

    5. Alguns sites em português não se dão bem com o Firefox. Por algum motivo, ele não reconheceu acentuação. Para resolver o problema, foi preciso clicar no menu em View-Character encoding-Auto detect-Universal.

    6. (nunca aconteceu comigo). Provavelmente por estar apenas na versão 1.0, o programa contém bugs irritantes. Durante os testes, ele travou enquanto carregava um site com Java. Ao voltar, disse que o perfil padrão (Default user) estava bloqueado por “estar em uso”. Foi necessário criar um novo perfil e importar tudo de novo do Internet Explorer. No dia seguinte, novo travamento e novo bloqueio de perfil. Agora foi necessário voltar ao perfil antigo, sem todas as configurações e personalizações feitas ao longo do dia. Enfim, uma chatice.

    7. (não percebi)O Firefox demora mais para iniciar do que o Internet Explorer. Embora não seja possível precisa essa diferença em segundos (depende do computador), ela é sensível. (fim do texto do Mundo Digital)

    Gerenciamento de bookmarks/favoritos
    - Organização por categorias, em pastas e subpastas;
    - O bookmarks é um arquivo HTML.
    - Exportar/Importar
    – Keyword
    – organizar por…

    Para ir mais fundo…

    Firefox cresce e Internet Explorer cai
    (Estadão, 24/01/2005)

    Os índices não são muito expressivos, mas mostram que os internautas não estão satisfeitos com as constantes falhas apresentadas pelo browser da Microsoft.
    São Paulo – Embora em ritmo lento, o Firefox continua a ganhar a preferência dos internautas, apresentando um crescimento de 0,9 ponto percentual entre dezembro do ano passado e janeiro. No mesmo período, o uso do Internet Explorer caiu 1,5 por cento.

    De acordo com o instituto de pesquisas WebSideStory, o navegador da Microsoft detém agora 90,3% do mercado e o Firefox, cinco por cento. A queda paulatina do Internet Explorer deve-se, na opinião dos experts, às suas constantes falhas de segurança.

    Segundo a consultoria OneStat, o FirexFox 1.0, que teve cerca de 19 milhões de downloads desde seu lançamento, há dois meses atrás, só não avançou mais, em razão de sua incompatibilidade com alguns websites.

    Saiba como instalar e usar o navegador Firefox
    (Folha, 10/11/2004 )

    Extensões incrementam o navegador Firefox
    Folha de S.Paulo, 10/11/2004)

    O Firefox pode ser incrementado com extensões –acessórios que acrescentam funções úteis ao programa. Para instalar extensões, basta visitar um site que as ofereça (o repositório oficial é o update.mozilla.org/extensions) e clicar no link desejado. Após a instalação, geralmente é necessário reiniciar o navegador.

    101 coisas que o Mozilla pode fazer e o IE não

    Atualização da aula de 2/03/05.

    Sites de busca diferentes

    18/08/2005

    Conheci recentementa dois mecanismos de busca que apresentam os resultados em forma de gráficos ou “mapas interativos”.

  • Grokker
  • Kartoo
  • São muito interessantes. Talvez não sejam práticos para o dia-a-dia (com o tempo poderemos afirmar- ou não), mas parecem intuitivos e interessantes para uso na educação, pois a busca é uma espécie de “exploração”. O Kartoo também busca especificamente em “páginas lusófonas”.

    UOL oferece leitor de RSS na barra UOL

    15/08/2005

    Um movimento importante que contribui para a popularização do RSS no Brasil:

    O leitor (agregador) de RSS da Barra UOL permite que você fique sabendo imediatamente quando uma informação do seu interesse é publicada, sem que você tenha de navegar até o site de notícias.

    Mais informações aqui.

    Pesquisa acadêmica e Exercício 2 – PR1

    09/08/2005

    Sites para pesquisa acadêmica:
    Scholar.Google
    Scielo

    Exercício 2 – PR1

    1.Um relatório divulgado ontem por um grupo de organizações não-governamentais brasileiras, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento e Meio Ambiente – confirma uma suspeita trágica para a Amazônia: a expansão do cultivo de soja está de fato empurrando a pecuária para áreas de floresta, especialmente em Mato Grosso e Rondônia.
    Descobrir telefone e e-mail do Fórum citado na notícia acima, publicada na Folha de SP em 17/03/2005 .

    2. Você está começando a fazer uma grande reportagem sobre os casos de doença de chagas em SC e quer saber tudo o que foi publicado em A Notícia sobre o assunto no mês de março de 2005. Como conseguir este objetivo usando os operadores de busca avançada do Google? (responda o que você escreveria no google para obter o resultado esperado).

    3. Todos os meses, o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos realiza em diversas capitais brasileiras a pesquisa da Cesta Básica e publica seus resultados. Encontre na internet o valor da cesta básica em Florianópolis no mês de julho de 2005, o valor no mesmo mês do ano passado e a variação (em %) entre os dois valores.

    4. Localizar artigo acadêmico publicado na Internet por Paulo Scarduelli e descobrir quais artigos publicados na internet citam Scarduelli (de acordo com o scholar.google.com)

    5. Localizar artigo acadêmico sobre o jornalismo online da RBS.

    6. Suponhamos que você leu o artigo “Os Conteúdos Locais no Jornalismo Digital”, apresentado por S Barbosa no Intercom em 2003. Você gostaria de saber se há disponível na internet outros artigos acadêmicos que tenham citado este trabalho de S Barbosa.
    O que deve ser respondido: Copie abaixo o(s) resultado(s) do Scholar.Google que mostre o(s) artigo(s) que cita(m) o trabalho “Os Conteúdos Locais no Jornalismo Digital”, de autoria de S Barbosa.

    Conforme já enfatizado, o exercício deve ser feito em aula. Para os ausentes e os que não conseguirem terminar a data limite para entrega é na próxima terça-feira – 16/08.

    Pesquisas na internet

    02/08/2005

    “Uma coisa é o artefato tecnológico: o computador, o vídeo, etc. A outra é o pensamento tecnológico, que requer o artefato, mas existe de modo independente. O pensamento tecnológico é a capacidade de pensar um problema, delineá-lo, armar um projeto para resolvê-lo, buscar os materiais necessários e conseguir solucioná-lo. O fundamental no sistema educativo é desenvolver o pensamento tecnológico, para aplicar o conhecimento na prática. Não é simplesmente por ter um computador que a escola e as aulas deixam de ser ultrapassadas”.

    Inês Aguerrondo, socióloga, em entrevista à revista Nova Escola, março 2004. Citada no Manual Yahoo! de busca na Internet Versão PDF

    Sites de busca e diretórios, segundo o manual do Yahoo!

    * Os sites de busca são softwares – mais conhecidos como “robôs” – que, regularmente, percorrem toda a Web em busca de novos documentos e armazenam tudo num banco de dados. Eles possuem um maior volume de informações do que os diretórios, porém, não organizam nenhuma das informações coletadas.

    * Os diretórios são como catálogos de endereços, contam com pessoas especializadas que fazem uma busca controlada nos documentos da Internet, um a um, e os organizam por assunto, ou seja, os diretórios tratam a informação, ao contrário dos sites de busca.

    Quando usar os sites de busca automática ou os diretórios

    1. Os sites de busca fazem a pesquisa através de um software que visita todos os documentos que encontra e os remete ao banco de dados do buscador. Este processo é chamado de crawling (engatinhar, arrastar-se, nadar estilo crawl). O processo automático de classificação e armazenamento destas informações é a indexação da web. O banco de dados do buscador é chamado de índice da web. O software ou robô navega automaticamente pela web pulando de link em link, recebe a página e:

    * Extrai links da página para prosseguir com o crawl
    * Passa o conteúdo da página para ser indexado
    * Segue para a próxima página da lista

    O software guarda as informações recolhidas da página no índice da web e atribui informações àquela página relacionadas com:

    * País
    * Idioma

    Também:

    * Mapeia links apontando para a página
    * Associa informações escondidas da página
    * Identifica páginas de conteúdo adulto
    * Identifica páginas de spam

    2. Os diretórios contam com o recurso de uma equipe especializada, que organiza, classifica e trata a informação, de forma que o usuário encontre no diretório um “filtro” para as suas pesquisas, obtendo dados importantes que evitarão perda de tempo e tentativas inúteis em busca da informação correta.

    * Tal como os sites de busca, os diretórios são acessados via palavra- chave ou navegação;
    * O diretório do Yahoo!, por exemplo, é o maior em língua portuguesa e contém mais de 400 mil sites organizados por assunto, em que os editores ou “surfistas” olharam um a um, verificaram a qualidade dos sites disponíveis e decidiram quais deveriam ser listados no diretório, com base em alguns critérios de seleção de informações.

    * As fontes de pesquisa devem ser sempre analisadas com máximo cuidado. A Internet permite que muitas informações circulem livremente, por isso estabeleça alguns parâmetros para atestar a confiabilidade das fontes: quem é o autor desse site; como o assunto é abordado; quais as fontes que ele utilizou para construir o texto e a navegação; qual a periodicidade em que ele é modificado ou atualizado, etc;

    *Vale ressaltar que os sites e textos disponíveis na Internet não são lineares, ou seja, apresentam links que nos remetem a outros sites e páginas que tratam sobre o mesmo assunto ou não. Assim, é importante estar atento ao o percurso da pesquisa e das fontes que foram aparecendo ao longo do processo.

    > Quando quiser excluir algum elemento de sua busca, use o sinal “-“, por exemplo “Olimpíadas – história” ou, ainda, se desejar incluir algum item, use o sinal “+”, este procedimento garante o refinamento de sua busca;

    > Buscadores ignoram a maioria das preposições e artigos. Nessa busca, a preposição “de” foi ignorada;

    > Use pelo menos duas palavras por busca e seja o mais específico possível. Mais palavras equivalem a menos resultados!;

    > Faça buscas por frases exatas usando aspas: “que a força esteja com você” …ao invés de: que a força esteja com você; este é um dos recursos mais poderosos e fáceis de usar para uma busca na web!;

    > O ranking da busca nos sites de busca é afetado por:

    * Presença do texto procurado na página
    * Número de links provindos de outros sites
    * Texto contido no link provindo de outro sites (anchor text)
    * Presença do termo buscado no título, cabeçalho, negritos, tamanho da letra Freqüência do termo na página;

    > As buscas na web são feitas em etapas:

    * Formulação da busca
    * Busca na Web
    * Avaliação dos resultados
    * Refinamento da busca;

    > Os buscadores vasculham em bilhões de páginas da web, mas não conseguem pesquisar em:

    * Páginas que exigem login (Ex.: Veja Online)
    * Bancos de dados com regras de acesso fora de padrão
    * Redes fechadas de empresas (Intranets)
    * Documentos que não estão na web (Ex.: LexisNexis)
    * Páginas que não têm nenhum link apontando para elas;

    Deep Web ou web invisível.
    What is the Deep Web?
    The Deep Web is content that resides in searchable databases, the results from which can only be discovered by a direct query. Without the directed query, the database does not publish the result. When queried, Deep Web sites post their results as dynamic Web pages in real-time. Though these dynamic pages have a unique URL address that allows them to be retrieved again later, they are not persistent. (fonte: http://completeplanet.com/)

    Exemplos: Largest Deep Web Sites

    > Por isso, é importante frisar que somente cerca de 10% do conteúdo total da Internet está nos buscadores. Assim, ela não deve ser a única fonte de pesquisa utilizada. Livros, jornais, CDRoms e outros meios também devem ser consultados para garantir a amplitude de sua pesquisa;

    > Clicar em “ajuda” é o procedimento mais seguro para o esclarecimento de todas as suas dúvidas com relação aos mecanismos de busca.

    O buscador mais usado e com maior abrangência: Google
    > Founded: September 1998 by Larry Page and Sergey Brin
    > A “revolução” do PageRank algorithm.
    > Cuidado: Cookies!

    Explicações sobre o PageRank
    A classificação das páginas (PageRank) confia na natureza excepcionalmente democrática da Web, usando sua vasta estrutura de links como um indicador do valor de uma página individual. Essencialmente, o Google interpreta um link da página A para a página B como um voto da página A para a página B. Mas o Google olha além do volume de votos, ou links, que uma página recebe; analisa também a página que dá o voto. Os votos dados por páginas “importantes” pesam mais e ajudam a tornar outras páginas “importantes.”

    Sites importantes, de alta qualidade recebem uma nota de avaliação maior, que o Google grava a cada busca feita. Naturalmente, uma página importante não significa nada se não combinar com a sua busca. Assim, o Google combina os resultados de alta qualidade com a busca que você está realizando para que o resultado seja o mais relevante possível. O Google pesquisa quantas vezes a palavra procurada aparece nas páginas e examina todo o aspecto delas (e conteúdo das páginas ligadas a ela) para determinar o melhor resultado para a sua busca.

    Não importa só o número de links para uma página para ela ter um bom ranking, mas também é levada em conta a palavra âncora do link (relevância com a pesquisa).
    UPDATE 2004-06-26: (A importância do texto âncora do link)
    The consensus among observers is that PageRank is not nearly as important as it was up until mid-2003. Many sites with good PageRank are not doing well in Google, and many with poor PageRank are ranking well for keywords that are important to them. These days, the keywords in the anchor text of external links are more important than the mere fact of the link itself. (In its classic form, PageRank was computed from links without any consideration of content.) (do site www.google-watch.org)

    - O Google não negocia classificações dentro dos resultados de busca (ou seja, não é possível comprar uma posição privilegiada na Listagem de Páginas).

    - Google analiza a proximidade destes termos dentro da página. Ao contrário de muitos outros instrumentos de pesquisa, o Google dá prioridade aos resultados de acordo com a proximidade dos termos pesquisados

    - Google só lista página com links externos pra ela ou log em servidores monitorados. Páginas que ainda não foram listadas provavelmente não foram incluídas porque outros sites ainda não oferecem link a ela — se outros sites não são ligaods a uma página, nós não podemos determinar um PageRank (nossa medida proprietária da importância de uma página) numa maneira razoável. Uma vez que outros tem links para uma página, nós a listaremos. O Google analisa como o link está conectado a outras páginas da web e os possibilita a abertura, na vasta natureza da internet para selecionar os resultados mais relevantes.

    O Básico sobre o Google

    - Google.com is one of the 5 most popular sites on the Internet and is used around the world by millions of people.
    • Global unique users per month: 81.9 million (Nielsen/NetRatings 6/03)
    • Languages for which Google provides an interface: 97
    • Languages in which Google offers results: 35
    • Global audience: More than 50 percent of Google.com traffic is from outside the US
    Google is the world’s largest search engine and through its partnerships with America Online, Netscape and others , answers more questions than any other service online.
    • Web pages searched: More than 8 billion

    • File types searched include:
    HyperText Markup Language (html)
    Adobe Portable Document Format (pdf)
    Adobe PostScript (ps)
    Lotus 1-2-3 (wk1, wk2, wk3, wk4, wk5, wki, wks, wku)
    Lotus WordPro (lwp)
    MacWrite (mw)
    Microsoft Excel (xls)
    Microsoft PowerPoint (ppt)
    Microsoft Word (doc)
    Microsoft Works (wks, wps, wdb)
    Microsoft Write (wri)
    Rich Text Format (rtf)
    Shockwave Flash (swf)
    Text (ans, txt)
    • Images: 880 million+
    • Usenet messages: 845 million+

    - Consultas com “e” automático
    O Google só retorna páginas que incluam todos os seus termos de busca. Não há necessidade de incluir “and” entre os termos. Para restringir uma busca com mais profundidade basta incluir mais termos.

    - Palavras Descartáveis
    O Google ignora palavras e caracteres comuns, conhecidos como palavras descartáveis. O Google automaticamente descarta termos como “http” e “.com”, assim como dígitos ou letras isoladas, porque eles raramente ajudam na busca e podem torná-la consideravelmente mais lenta.
    Use o sinal “+” para incluir palavras descartáveis na sua pesquisa. Tenha a certeza de incluir um espaço antes do sinal “+”. [Você pode também incluir o sinal “+” na busca de frases.]

    Maiúsculas, minúsculas ou acentos interessam?
    As buscas no Google não são sensíveis a maiúsculas e minúsculas. Todas as palavras, independentemente da forma como forem escritas, serão entendidas como minúsculas. Por exemplo, buscas por “google”, “GOOGLE” ou “GoOgLe” trarão os mesmos resultados.
    As pesquisas padrões do Google não são sensíveis a acentos ou sinais diacríticos, ou seja, [Muenchen] e [München] encontrarão as mesmas páginas. Se quiser discriminar as duas palavras, use um sinal + tanto para [+Muenchen] como para [+München].

    - A INTERFACE DO GOOGLE

    > Web: (busca na internet)

    > Imagens: 390 milhões de imagens indexadas e disponíveis para visualização

    > Grupos
    Usenet: A world-wide system of discussion groups, with comments passed among hundreds of thousands of machines. Usenet is completely decentralized, with over 10,000 discussion areas, called newsgroups.

    - Diretório:
    O Diretório Web Google organiza a web por tópicos, assim você pode navegar por categorias para procurar palavras-chave para usar em sua busca. Ou simplesmente clique links de uma determinada categoria até encontrar a página que você quer.

    - Preferências
    - Ferramenta de idiomas
    - Pesquisa avançada (interface para usar os operadores do “cheat sheet”)
    Com todas as palavras:
    busca todas as palavras, não importa se juntas ou não na página (de preferência juntas) e ignora os caracteres comuns (de, da etc).
    com a expressão: “exatamente a expressão”.
    com qualquer uma das palavras: tanto faz uma quanto a outra.
    sem as palavras: excluir dos resultados as páginas que contenham essa(s) palavra(s)

    Os resultados:
    Título
    Contexto onde aparece na página o termo pesquisado.
    URL – peso – em cachê – páginas semelhantes
    [xls]

    Ajuda de pesquisa Google em português

    Google Help: Cheat sheet – traduzida”)

    Google Web Search Features

    Search Engine Watch blog

    Atualização da aula de Março 14, 2005 @ 5:50 pm

    Recursos na internet para jornalistas

    28/07/2005

    Objetivos da aula:

  • Compreender o funcionamento da internet
  • Apresentar as ferramentas da internet: e-mail, web, FTP, messengers,
    listas de discussão, news groups, fóruns, voz sobre IP, RSS, programas de compartilhamento de arquivos (peer-to-peer).
  • Discutir possibilidades de uso destas ferramentas para os jornalistas.
  • Como funciona a internet: provedores de acesso, provedores de conteúdo, servidores de hospedagem (hosts). IPs e domínios. Tracerout.org

    Domínios
    Estrutura: Minúsculas, sem espaços, .com, .com.br, .edu, .gov. .org etc etc. Diretórios do servidor (www.globo.com/jn/)

    Um nome de domínio não contém www. Ou seja, não peça o registro de www.xyz.com.br, o correto será apenas xyz.com.br.

    Quem pode registrar um domínio?
    Qualquer entidade legalmente estabelecida no Brasil como pessoa jurídica (instituições) ou física (Profissionais Liberais e pessoas físicas) que possua um contato em território nacional.
    Qual a documentação necessária para o registro de um domínio ?
    Para a maioria dos DPNs exige-se somente a apresentação do número do CNPJ ou CPF/MF ao formulário de registro.
    Pessoa Jurídica:
    .AM.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão sonora AM;
    .COOP.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante de registro junto a Organização das Cooperativas Brasileiras;
    .EDU.BR – Exige-se o CNPJ e a comprovação da atividade específica através de documento do MEC e algum documento que comprove que o nome a ser registrado não é genérico;
    .FM.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão sonora FM;
    .G12.BR – Exige-se o CNPJ;
    .GOV.BR – Exige-se o CNPJ e comprovação que a entidade pertence ao governo federal;
    .MIL.BR – Exige-se autorização do Ministério da Defesa;
    .NET.BR – Exige-se a comprovação desta atividade por documento específico mais o CNPJ;
    .ORG.BR – Exige-se a documentação que comprove a natureza da instituição não governamental sem fins lucrativos e o CNPJ. Nos casos em que a instituição é um consulado ou uma embaixada, a exigência do CNPJ para esse DPN é dispensada;
    .PSI.BR – Exige-se o CNPJ e comprovação que a entidade é provedora de acesso à Internet;
    .TV.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão de Sons e Imagens ou Operação de TV à cabo;

    Para o registro de um domínio existe um valor a ser retribuído referente a manutenção pelo período de 1 ano. Atualmente o valor é de R$ 30,00. O valor é o mesmo para todos os DPNs, sejam para pessoas jurídicas, profissionais liberais ou pessoas físicas.

    Extensões (DPNs) de domínios disponíveis no Brasil

    Estatísticas de Domínios Brasileiros

    A internet pode ajudar o jornalista a:

  • Encontrar informações;
  • Achar documentos (projetos de lei, processos na justiça etc);
  • Pegar as mais recentes estatísticas;
  • Confirmar contatos (fones e endereços úteis);
  • Localizar fontes;
  • Facilitar a logística: passagens, equipamentos, material de trabalho (desde livros até back up em servidores web), agenda (dia, hora e local de eventos) ;
  • Encontrar mapas (de ruas – Fpolis, São José, outros SC – à paises e mapas temáticos)
  • Usar Dicionários e gramáticas (dúvidas ortografia, conjugação…)
  • Acessar serviços governamentais (detran, receita…)
  • Monitorar processos na justiça
  • Acompanhar andamento de projetos e outras atividades do legislativo
  • http://www.senado.gov.br/sf/ ou http://www2.camara.gov.br/ – Histórico de projeto de lei, situação atual e possibilidade de cadastrar para acompanhamento.

  • Manter-se informado:
  • Hard news, mídia on-line (versão dos impressos, alternativa, independente, exclusivamente on-line, Sites corporativos e institucionais e até o Orkut pode render boas informações.

    Pesquisa revela que 86% dos jornalistas utilizam a Internet como fonte no trabalho
    Abaixo alguns trechos da pesquisa. A íntegra do release pode ser lida aqui.

    Pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa em Produção Jornalística Apoiada em Computador (Infojornal) do Curso de Jornalismo da UFSC confirmou a importância da Internet como novo meio de apuração de informações. Entre os 137 jornalistas entrevistados via e-mail, 112 afirmaram já ter realizado trabalhos utilizando a Internet como fonte de informação. Além de apurar informações pela rede, os jornalistas citaram a correspondência eletrônica (e-mail), as entrevistas realizadas on-line e também as fotos retiradas de sites como recursos buscados na rede.

    A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 97 com jornalistas de todo o país.

    Os jornalistas que estão conectados à rede mundial têm como objetivos principais fazer pesquisas, “buscar informações, ler revistas e jornais on-line e trocar correspondência. O e-mail é utilizado tanto para entrevistas, quanto para entrar em contato com outros profissionais da área, enviar matérias, comunicar com a redação e receber pautas. No entanto, apenas três entrevistados utilizam a Internet como fonte de pauta, um número baixo, considerando-se que a grande maioria de instituições já disponibiliza dados pela rede.

    Aproximadamente 27% dos jornalistas afirmam que a internet serve como ferramenta de trabalho.

    As páginas da Internet são utilizadas como fontes por 70% dos jornalistas (97). São consultados para a elaboração de matérias os sites de bibliotecas, os governamentais, os de jornais e revistas, além do IBGE e do serviço UOL. Apesar disso, as páginas mais acessadas ainda são as do serviço de busca, como Altavista, Cadê? e Yahoo. Estes serviços são requisitados por causa da dificuldade de encontrar na rede a informação precisa. Os jornalistas reclamam das páginas de má qualidade, pouco atualizadas ou mal elaboradas, da pouca confiabilidade nas fontes e também da disseminação descontrolada de informações, o que faz com que muitos profissionais “se percam” na Internet.

    Em contraste, a maior vantagem apontada por estes profissionais é a grande quantidade de informação disponível (33%) o acesso rápido às fontes, a praticidade e agilidade do meio. Os jornalistas afirmam que a Internet também estimula o contato com fontes do exterior, já que ela quebrou as barreiras geográficas e encurtou distâncias. Questionados sobre “o que ainda falta na Internet”, 21 entrevistados falaram: o que falta é organizar a rede, isto é, separar a página de qualidade das demais e facilitar o acesso a tanta informação.

    Uma pesquisa realizada entre jornalistas concluiu que a Internet é a segunda maneira mais utilizada para apurar informações. O estudo Middleberg/Ross detectou que a primeira delas ainda é o contato pessoal com a fonte. Outro dado da pesquisa mostra que os entrevistados consideram a rede como a grande aliada na elaboração de pautas: 9% recorrem primeiro a ela para procurar idéias para as reportagens. O estudo pode ser conferido no site http://www.mediasource.com/

    Comentários: De 1997 pra cá, podemos dizer que a maioria dos jornalistas continua fazendo o mesmo uso da internet. Neste período, o que evoluiu foram as formas de se buscar informação, com o refinamento dos mecanismos de busca, aumento do número de bases de dados públicas, sites institucionais e novos modos de se acessar conteúdo (como o RSS ou conteúdo para dispositivos móveis como celulares).

    Nos últimos anos também está se popularizando entre os jornalistas a leitura e a publicação de blogs. Os blogs “profissionais” ou especializados ajudam a “organizar” o conteúdo da rede, uma deficiência apontada por alguns entrevistados. Ou seja, os objetivos dos jornalistas na internet continuam quase os mesmos, o que está e vai continuar em constante transformação é o modo de se alcançar estes objetivos.

    E-mail/Correio eletrônico: A ferramenta de comunicação mais usada na internet. Comunicação no tempo escolhido.

    Possibilidades de uso para jornalistas:
    Envio de textos, fotos e outros arquivos em anexo (podem ser compactados .zip);
    Recebimento de documentos, planilhas, releases etc;
    Envio de perguntas para entrevistas ao vivo em outros veículos (televisão, rádio);
    Produção de entrevistas: contato para agendar entrevista, envio de pauta para assessoria de comunicação de empresas;

    Dicas para realização de entrevistas por e-mail: Não confie só no e-mail. Se há pressa, ligue para se apresentar, informar que está enviando uma pauta e negociar um prazo com a fonte. Depois de recebida a mensagem com as respostas, ligue ou fale pessoalmente com a fonte para complementar a pauta, tirar dúvidas e fechar entrevista.

    Vantagens: agilidade e praticidade (ganho de tempo), possibilidade de inclusão de gráficos, facilidade para usar citações do entrevistado, rapidez para as perguntas básicas (que envolvem números etc); arquivamento das respostas para “segurança”. Bom para entrevistar fontes distantes sobre assuntos técnicos e/ou casos objetivos.

    Desvantagens: a fonte fica a vontade para enfatizar só o que lhe interessa, pode acontecer de as respostas serem muito vagas, linguagem escrita, descumprimento de prazo. O jornalista fica impossibilitade de perceber o ambiente da entrevista e de interpretar informações não-verbais do entrevistado.

    Por isso sempre que possível é melhor fazer uma entrevista pessoalmente, especialmente se é preciso “espremer” a fonte para conseguir as informações desejadas. Se o e-mail for usado, muitas vezes é importante também ligar ou realizar uma entrevista presencial , que será mais curta e objetiva (em comparação ao não uso do e-mail), proporcionando ir mais fundo no assunto.

    FTP
    File Transfer Protocol. Software livre: Filezilla. http://sourceforge.net/projects/filezilla

    Possibilidades de uso para jornalistas: manutenção de sites, armazenamento de material em servidor disponível de qualquer lugar, manutenção de back up em servidores de rede.

    Instant Messengers (MSN, ICQ)
    Possibilidades de uso para jornalistas: entrevistas, recebimento de arquivos.

    Listas de discussão
    Possibilidades de uso para jornalistas: Acompanhamento de discussões sobre determinados temas. Localização e seleção de fontes sobre assuntos específicos. Importante para aprimoramento profissional e criação de rede de contatos.

    Voz sobre IP: www.skype.com
    Possibilidades de uso para jornalistas: Entrevista por “telefone” gratuitamente. Contato com rede de correspondentes a baixo custo.

    WEB
    “A teia mundial”

    Mas o que há na web?
    Portais, sites especializados (comerciais, institucionais, informativos), bases de dados, lojas e leilões, mecanismos de busca, sites de relacionamento, sites pessoais, blogs/fotologs/videologs…
    Veremos mais adiante uma relação de sites (bookmarks) úteis para jornalistas.

    Orkut: mais de mil comunidades jornalísticas

    A rede mundial de computadores tornou-se recentemente veículo de uma surpreendente ferramenta de comunicação: o Orkut, espaço virtual que utiliza a internet para ampliar a rede social de seus usuários, que podem interagir por meio de áreas de interesse comum. Só de comunidades relacionadas ao exercício jornalístico no Brasil, existem mais de mil dentro do Orkut. (Fonte: Comunique-se. Leia mais aqui).

    Observação: O conteúdo desta aula foi atualizado a partir da versão de 28/03/2005.

    “Bookmark social” brasileiro

    15/06/2005

    Lembram quando falamos e usamos o del.icio.us? Pois não falei que surgiria um serviço semelhante em português? Foi mais rápido do que eu pensava. Conheçam o Linkblog – “um bookmark social que permite que você armazene e compartilhe facilmente qualquer link que achar na internet”.