Compartilhando anotações de palestra sobre Google, jornalismo e inovação
Quando eu assisto palestras como a de Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil, na última quinta-feira durante o Fórum SUCESU-SC de Inovação Tecnológica, é inevitável lembrar dos meus alunos de jornalismo. Queria que estivessem ali. Em pouco mais uma hora, uma boa síntese de temas importantes relacionados com internet e inovação a partir do caso Google.
O que eu mais gostaria de destacar para os estudantes é o fato de que o Google, uma empresa de tecnologia que fatura majoritariamente como empresa de mídia (com publicidade), não tem departamento de inovação. Todos os funcionários trabalham com inovação. Segundo Ximenes, o Google é uma empresa de serviços, a tecnologia é apenas um meio. “Trabalhamos com inovação em serviços”, diz. E nada de armadilhas para fidelizar o internauta: “Não há nada que prenda o usuário nos serviços do Google, a qualidade é que mantém o público”.
Mas e o que isso tem a ver com jornalismo? As empresas de mídia deviam seguir o mesmo caminho, buscando novos modos de oferecer seus conteúdos, desenvolvendo um “jornalismo serviço”, em vez de insistirem somente no “jornalismo produto”, como fala R.C. Alves. É preciso se reiventar, com foco no serviço, no conteúdo: as ferramentas tecnológicas são meios, que devem ser explorados, mas com o objetivo de prestar um serviço inovador.
Quando comentou a fase atual da internet — que ele chama de internet relacional — Ximenes destacou que hoje a rede é direcionada pelos usuários e não pelos grandes players. Segundo o diretor do Google, a WEB 2.0 é o usuário no poder. E o foco no usuário seria um dos princípios básicos do Google, assim como “ouvir os pares” (colaboradores, desenvolvedores). E para os negócios, um princípio fundamental é a “escalabilidade”. Se não dá pra distribuir por todo o mundo não é negócio para o Google.
Outra característica importante do Google comentada por Ximenes: lance rápido, deixe o usuário decidir se o serviço é bom. “Inovação não é perfeição instantânea”, enfatiza.
Para Ximenes, os pilares da revolução digital são:
Sobre tendências no mundo digital, o Diretor do Google foi claro: “Cada vez mais a primeira experiência das pessoas com internet é via celular. Esse é o caminho a ser seguido”.
Rodrigo Lóssio, assessor de comunicação da Sucesu-SC, e Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra, também estiveram lá e tem comentários interessante em seus blogs sobre outros pontos da palestra que não abordei aqui.
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