Arquitetura da Informação e Usabilidade

março 18th, 2008

Já está na hora de começarmos a pensar um pouco em alguns conceitos fundamentais para darmos o próximo passo: criar sites.

Arquitetura da informação: Organiza a informação de maneira clara e objetiva, de acordo com público alvo, facilitando o acesso à informação. O arquiteto de informação reúne o conteúdo e, junto com o designer, desenvolve a forma como este conteúdo será apresentado e classificado. Ele determina a ordem de aparição dos elementos, como a página principal e as intermediárias, por exemplo. Veja o que dizem Peter Morville e Louis Rosenfeld, no livro Information Archictecture for the World Wide Web:

That’s the main job of the information architect, who:

* Clarifies the mission and vision for the site, balancing the needs of its sponsoring organization and the needs of its audiences.

* Determines what content and functionality the site will contain.

* Specifies how users will find information in the site by defining its organization, navigation, labeling, and searching systems.

* Maps out how the site will accommodate change and growth over time.

Último livro de Peter Morville: Ambient Findability

Mais sobre AI neste artigo de Bruno Rodrigues, no webinsider. Ele define assim a Arquitetuta da Informação:

Em um ambiente digital, é a tarefa de estruturar e distribuir as áreas, principais e secundárias, tornando as informações facilmente identificáveis, sua distribuição bem definida e, a navegação, intuitiva. Esta tarefa pode (e deve) ser aplicada não apenas a sites internet e intranet, mas a CDs–ROM, DVDs e ambientes wireless, levando–se em conta suas diferenças.

Rodrigues cita e explica os sete princípios da arquitetura da informação: Organizar; Navegar; Nomear; Buscar; Pesquisar; Desenhar; Mapear. Confira.

Usabilidade: “arte de tornar os sites simples e descomplicados”.

Vejamos o que diz Amyris Fernandez sobre usabilidade:

“Usabilidade significa concentrar esforços para a facilidade do uso. A tarefa de alcançar uma meta simples, direta e o mais objetiva possível. Criar um sistema transparente que seja fácil de entender e operar instantaneamente. Usabilidade é pensar no usuário no início, no fim e sempre”. Esta definição de Chris McGregor, autor de Developing User-friendly Macromedia Flash Content, insiste em três palavras-chave que são a razão da existência da usabilidade: simplicidade, facilidade e usuário.

Para facilitar o percurso do usuário não existe um conjunto de regras fixas, mas vários caminhos para se alcançar o objetivo principal. Não importa a via escolhida, tudo se resume a organização, conteúdo e design”.

Afinal, o que é usabilidade?

Usabilidade é o componente do Standard de ISO 9241-11 (1998), e é definido da seguinte forma:

“Usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com a qual os públicos do produto alcançam objetivos em um determinado ambiente”.

– Eficácia: é a capacidade de executar tarefa de forma correta e completa.

– Eficiência: são os recursos gastos para conseguir ter eficácia, sejam eles tempo, dinheiro, produtividade, memória.

– Satisfação: o conforto e aceitação do trabalho dentro do sistema.

Esse enunciado e todas as técnicas envolvidas dão uma ênfase bastante grande aos aspectos transacionais e mecânicos da usabilidade, verificando se o usuário do site consegue ou não executar uma tarefa com sucesso, o que atrapalha nesse processo e como se sente diante dessa interação.

Jakob Nielsen, o papa absoluto da usabilidade, descreve cinco atributos da usabilidade em seu livro Usability Engineering (1993, p.26): facilidade de aprendizado, eficiência de uso, facilidade de memorização, baixa taxa de erros e satisfação subjetiva. Estes atributos podem ser facilmente relacionados aos atributos da ISO 9241-11 (1998), mas há outros atributos que devem ser considerados: consistência e flexibilidade, pois eles levam à possibilidade de expressão dos elementos mencionados por Nielsen.

Consistência refere-se a tarefas que requerem uma seqüência de processos similares, que levam a supor que tenham efeitos similares, assim como entrar numa página de hierarquia inferior me leva a supor que terá uma seqüência de links semelhantes à sua “página-mãe” ou, pelo menos, à imediatamente anterior. Flexibilidade refere-se à variedade de formas com que um usuário consegue atingir um mesmo objetivo.

Leia mais:

Design funcional é ser sofisticadamente simples (Webinsider, 30/04/2005)

Heurísticas para avaliação de usabilidade de portais corporativos

10 Heurísticas de Nielsen

Alguns links sobre Arquitetura da Informação

Arquitetura da Informação em websites, VIDOTTI; SANCHES.

Wikipedia > Arquitetura da Informação, sempre um bom começo.

Sobre sites – por Alex Castro

Usability (em português). Empresa especializada em arquitetura da informação.

Webinsider > Arquitetura de informação, que diabo é isso? Por Luiz Agner

Estratégias de produção e organização de informações na web: conceitos para a análise de documentos na internet, Carlos Frederico de Brito d’Andréa, Centro Universitário UNA
Post editado em 18/03/2008 a partir do original de 23/04/2007.


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