Firefox, software livre e bookmarks

agosto 30th, 2005

O objetivo da aula é:

  • apresentar esta nova opção opção de navegador – Firefox – e algumas de suas funcionalidades.
  • dar algumas dicas práticas para agilizar a navegação na web
  • enfatizar a importância de fazer um gerenciamento dos bookmarks (favoritos)
  • apresentar o conceito de software livre
  • Vale ressaltar que não se trata de propaganda ou de pregar a adoção do Firefox. O importante é conhecer uma opção de software livre para poder comparar.

    Software Livre

    Software Livre se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:
    • Liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 1)
    • Liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 2). Acesso ao código-fonte logicamente é um pré-requisito para esta liberdade.
    • Liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 3).
    • Liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 4). Acesso ao código-fonte é novamente um pré-requisito para esta liberdade.

    Definições e Referências

    Software Livre. Free software é um software que vem com permissão para qualquer um copiar, usar e distribuir, com ou sem modificações, gratuitamente ou por um preço. Em particular, isso significa que o código-fonte deve estar disponível. “Se não é fonte, não é software”. Esta é uma definição simplificada; veja também a definição completa .

    Código Aberto. Um programa Open Source tem seu código livre para edição. Assim, programadores que entendam da linguagem utilizada, podem corrigir erros, adicionar features e criar novas versões, sempre creditando a fonte. [Wiki ArqHP]

    Freeware. Por favor não use o termo freeware como um sinônimo para “software livre”. O termo freeware foi usado comumente nos anos 80 para programas publicados apenas como executáveis, sem código fonte disponível. Atualmente a definição mais aceitável é usada para pacotes que permitem redistribuição mas não modificação.

    Software Semi-livre. É software que não é livre, mas que vem com permissão para indivíduos usarem, copiarem, distribuirem e modificarem (incluindo a distribuição de versões modificadas) para fins não lucrativos. PGP é um exemplo de programa semi-livre.

    Software Proprietário. É aquele que não é livre ou semi-livre. Seu uso, redistribuição ou modificação é proibido, ou requer que você peça permissão, ou é restrito de tal forma que você não possa efetivamente fazê-lo livremente.

    Software Comercial. É software sendo desenvolvido por uma empresa que procura ter lucro através do uso do software. “Comercial” e “Proprietário” não são a mesma coisa! A maior parte do software comercial é proprietária, mas existem softwares livres comerciais, e softwares não-comerciais e não-livres.

    Fonte: Daniel Costa.

    Firefox: prós e contras
    (original publicado em 2/11/2004 no Mundo Digital) O que está em itálico é comentário meu e os negritos fiz para destacar palavras-chave.

    Lá pelos idos dos anos 90, internauta (não eram muitos, na verdade) que se prezasse só navegava pelo Netscape Navigator, produzido pela empresa de mesmo nome. O Netscape era robusto, confiável, cheio de recursos e tinha uma interface agradável. Nessa época, o Internet Explorer, então em sua versão 3.1, era alvo de chacota.

    Só que a Microsoft, com seu imenso poder de fogo, melhorou bastante o IE e, mais do que isso, passou a entregá-lo de graça, incorporado ao Windows. Em poucos anos, esses dois fatores demoliram a fortaleza na qual o Netscape se alojava, com quase 90% do mercado de browsers. Hoje, quem tem mais de 90% (97%, para ser mais exato) é a Microsoft.

    Derrotada, a Netscape morreu e deixou uma semente em 98: o projeto Mozilla, que oferece gratuitamente o código-fonte do Navigator, para que programadores possam desenvolvê-lo. O código-fonte é a alma de qualquer software, e geralmente é guardado a sete chaves.

    Seis anos depois, graças ao trabalho voluntário de centenas de programadores pelo mundo, o Mozilla liberou a versão 1.0 do Firefox, um navegador que promete incomodar bastante o Internet Explorer -massacrado pela mídia especializada graças aos seus constantes, incômodos e aparentemente incorrigíveis defeitos de segurança.

    Prós e Contras

    Depois de 72 horas de testes, Mundo Digital pôde estabelecer algumas conclusões sobre o Firefox 1.0 e estabeleceu uma lista de prós e contras sobre o novo navegador.

    • Prós

    1. É leve. São apenas 4.5 MB, contra incríveis 80 MB do Internet Explorer. A instalação é simples e sem sobressaltos. Basta copiar e seguir os passos indicados.

    2. Internautas acostumados ao IE não encontram grandes problemas ao usar o Firefox. Ele também possui recursos como o “Auto-completar” endereços e permite o atalho “CTRL+enter” para completar uma URL a partir de uma palavra. Exmplo: digite “uol” no campo do endereço e pressione as teclas CTRL e enter juntas. O programa irá preencher a URL com “http://www.uol.com” (no caso do Universo Online, você será levado à home page).

    3. Além disso, durante a instalação, o Firefox pergunta se o usuário quer importar favoritos, senhas, cookies e histórico do IE. Em geral, a operação dá certo e o internauta muda de browser sem sumir com seu passado inteiro.

    4. A navegação pode ser feita em abas (tabs) dentro da sessão principal. Para isso, aperte a tecla CTRL ao clicar em um link. Quando a aba é carregada, aparece um iconezinho, evitando que você perca tempo esperando o carregamento.
    Organiza a navegação em categorias, caminhos, rumos…

    5. O Firefox vem com bloqueador de pop-up incorporado. Funciona muito bem, diga-se de passagem. Durante o teste, soube reconhecer pop-ups de propaganda e respeitar janelas que se abrem a pedido do usuário, após clicar em algo (uma enquete, por exemplo).

    6. (themes) A interface é limpa e pode ficar ainda mais agradável. Para isso, basta baixar um tema chamado Noia 2.0, disponível no site do programa. A maneira mais fácil de fazer isso é clicando em Tools-Themes no menu e depois em Get more themes na caixa de diálogo. Ao escolher o tema, ele instala-se automaticamente.

    7. (extensions )
    - Por falar em extensões, o programa oferece algumas. A mais útil, disparado, é a Adblock. Ela bloqueia anúncios em todos os sites, tornando a navegação mais rápida -um alívio principalmente para quem usa conexão dial-up. Para instalar, clique em Tool-Extensions e depois em Get More Extensions na caixa de diálogo. Assim como o tema, a extensão também se instala sozinha. Além de banners, essa extensão também pode bloquear anúncios em Flash, que em geral, são pesados e consomem processamento da máquina até o carregamento integral.

    Outra boa extensão é a FoxyTunes, que acrescenta botões para controlar um tocador de MP3 ao painel do Firefox. Ela é, inclusive, compatível com o programa Winamp. Para remover extensões, clique em Tools, Extensions e Uninstall. (do texto da Folha citado mais abaixo)

    8. O navegador vem com uma útil e discreta caixinha de busca ao lado dos ícones principais. Por ali, dá para pesquisar no Google, Yahoo!, Amazon e Wikipedia. É possível adicionar outros serviços, mas nenhum em português.

    9. O Firefox pode bloquear códigos javascript que bagunçam os sites durante a navegação.

    10. Por fim, mas não menos importante (pelo contrário), o Firefox é muito menos vulnerável do que o Internet Explorer. Até agora, nenhuma vulnerabilidade grave foi descoberta no programa. Para quem usa Internet banking e sites de compra online, é uma diferença e tanto.

    - Alguns favoritos na barra abaixo do endereço;
    - Busca também no campo endereço;
    - Ctrl + F;
    - seleciona texto, lado direito do mouse, search.
    - Bookmarks tem (em propriedades do item) um campo descrição para “fichar” o site.

    • Contras

    1. Apesar de leve, o Firefox consome tanta memória RAM quanto seu concorrente da Microsoft. Claro que isso depende de quantas janelas e dos recursos sendo acessados (animações em Flash, por exemplo), mas a impressão geral é que o navegador da Mozilla não poupa recursos do usuário como aparenta.

    2. Apesar de leve, o Firefox não vem com plugins (acessórios) fundamentais -caso do Java Virtual Machine (usado em aplicações de Internet banking, por exemplo), Flash Player (animações), QuickTime (vídeos online) e Shockwave (animações e jogos). Apesar de prometer instalação automática desses plugins, o fato é que foi necessário instalar quase tudo “no braço”, algo que raramente o usuário comum gosta de fazer, claro.

    3. (nunca percebi)Mesmo sem medições precisas, foi possível verificar que o Firefox é sensivelmente mais lento do que o IE para carregar páginas, imagens e animações. Para internautas com mais experiência, o modo como ele carrega as páginas lembra o IE 3.0, que não deixou saudades. Além disso, páginas com anúncios em Flash, vários frames (janelas dentro do site) ou menus em código DHTML (HTML dinâmico) às vezes ficam bagunçadas no Firefox.

    4. (não concordo). O navegador não se integra bem com o Outlook nem com o Outlook Express. (por outro lado, isso é uma boa, porque muitos vírus se aproveitam dessa facilidade que o IE oferece). Ele também demora para responder a links clicados em outras janelas -como as de mensageiros instantâneos.

    5. Alguns sites em português não se dão bem com o Firefox. Por algum motivo, ele não reconheceu acentuação. Para resolver o problema, foi preciso clicar no menu em View-Character encoding-Auto detect-Universal.

    6. (nunca aconteceu comigo). Provavelmente por estar apenas na versão 1.0, o programa contém bugs irritantes. Durante os testes, ele travou enquanto carregava um site com Java. Ao voltar, disse que o perfil padrão (Default user) estava bloqueado por “estar em uso”. Foi necessário criar um novo perfil e importar tudo de novo do Internet Explorer. No dia seguinte, novo travamento e novo bloqueio de perfil. Agora foi necessário voltar ao perfil antigo, sem todas as configurações e personalizações feitas ao longo do dia. Enfim, uma chatice.

    7. (não percebi)O Firefox demora mais para iniciar do que o Internet Explorer. Embora não seja possível precisa essa diferença em segundos (depende do computador), ela é sensível. (fim do texto do Mundo Digital)

    Gerenciamento de bookmarks/favoritos
    - Organização por categorias, em pastas e subpastas;
    - O bookmarks é um arquivo HTML.
    - Exportar/Importar
    – Keyword
    – organizar por…

    Para ir mais fundo…

    Firefox cresce e Internet Explorer cai
    (Estadão, 24/01/2005)

    Os índices não são muito expressivos, mas mostram que os internautas não estão satisfeitos com as constantes falhas apresentadas pelo browser da Microsoft.
    São Paulo – Embora em ritmo lento, o Firefox continua a ganhar a preferência dos internautas, apresentando um crescimento de 0,9 ponto percentual entre dezembro do ano passado e janeiro. No mesmo período, o uso do Internet Explorer caiu 1,5 por cento.

    De acordo com o instituto de pesquisas WebSideStory, o navegador da Microsoft detém agora 90,3% do mercado e o Firefox, cinco por cento. A queda paulatina do Internet Explorer deve-se, na opinião dos experts, às suas constantes falhas de segurança.

    Segundo a consultoria OneStat, o FirexFox 1.0, que teve cerca de 19 milhões de downloads desde seu lançamento, há dois meses atrás, só não avançou mais, em razão de sua incompatibilidade com alguns websites.

    Saiba como instalar e usar o navegador Firefox
    (Folha, 10/11/2004 )

    Extensões incrementam o navegador Firefox
    Folha de S.Paulo, 10/11/2004)

    O Firefox pode ser incrementado com extensões –acessórios que acrescentam funções úteis ao programa. Para instalar extensões, basta visitar um site que as ofereça (o repositório oficial é o update.mozilla.org/extensions) e clicar no link desejado. Após a instalação, geralmente é necessário reiniciar o navegador.

    101 coisas que o Mozilla pode fazer e o IE não

    Atualização da aula de 2/03/05.


    2 comentários para o post “Firefox, software livre e bookmarks”

    1. [ IMD3 - internet e mídia digital ] » Bookmarks sociais on setembro 1, 2005 17:47

      [...] Esquema para a aula de hoje: Bookmarks local (no Firefox – ver parte final da aula passada) Bookmarks Social: del.icio.us / linkblog.com.br O [...]

    2. adalberto on dezembro 8, 2007 21:05

      preciso saber como faço para bloquear pastas (no D). utilizo o firefox como navegador;
      Agradeço a todos e peço desculpas, pois, sei que a minha pergunta é tosca.

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