Recursos na internet para jornalistas

julho 28th, 2005

Objetivos da aula:

  • Compreender o funcionamento da internet
  • Apresentar as ferramentas da internet: e-mail, web, FTP, messengers,
    listas de discussão, news groups, fóruns, voz sobre IP, RSS, programas de compartilhamento de arquivos (peer-to-peer).
  • Discutir possibilidades de uso destas ferramentas para os jornalistas.
  • Como funciona a internet: provedores de acesso, provedores de conteúdo, servidores de hospedagem (hosts). IPs e domínios. Tracerout.org

    Domínios
    Estrutura: Minúsculas, sem espaços, .com, .com.br, .edu, .gov. .org etc etc. Diretórios do servidor (www.globo.com/jn/)

    Um nome de domínio não contém www. Ou seja, não peça o registro de www.xyz.com.br, o correto será apenas xyz.com.br.

    Quem pode registrar um domínio?
    Qualquer entidade legalmente estabelecida no Brasil como pessoa jurídica (instituições) ou física (Profissionais Liberais e pessoas físicas) que possua um contato em território nacional.
    Qual a documentação necessária para o registro de um domínio ?
    Para a maioria dos DPNs exige-se somente a apresentação do número do CNPJ ou CPF/MF ao formulário de registro.
    Pessoa Jurídica:
    .AM.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão sonora AM;
    .COOP.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante de registro junto a Organização das Cooperativas Brasileiras;
    .EDU.BR – Exige-se o CNPJ e a comprovação da atividade específica através de documento do MEC e algum documento que comprove que o nome a ser registrado não é genérico;
    .FM.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão sonora FM;
    .G12.BR – Exige-se o CNPJ;
    .GOV.BR – Exige-se o CNPJ e comprovação que a entidade pertence ao governo federal;
    .MIL.BR – Exige-se autorização do Ministério da Defesa;
    .NET.BR – Exige-se a comprovação desta atividade por documento específico mais o CNPJ;
    .ORG.BR – Exige-se a documentação que comprove a natureza da instituição não governamental sem fins lucrativos e o CNPJ. Nos casos em que a instituição é um consulado ou uma embaixada, a exigência do CNPJ para esse DPN é dispensada;
    .PSI.BR – Exige-se o CNPJ e comprovação que a entidade é provedora de acesso à Internet;
    .TV.BR – Exige-se o CNPJ e comprovante da ANATEL para Radiodifusão de Sons e Imagens ou Operação de TV à cabo;

    Para o registro de um domínio existe um valor a ser retribuído referente a manutenção pelo período de 1 ano. Atualmente o valor é de R$ 30,00. O valor é o mesmo para todos os DPNs, sejam para pessoas jurídicas, profissionais liberais ou pessoas físicas.

    Extensões (DPNs) de domínios disponíveis no Brasil

    Estatísticas de Domínios Brasileiros

    A internet pode ajudar o jornalista a:

  • Encontrar informações;
  • Achar documentos (projetos de lei, processos na justiça etc);
  • Pegar as mais recentes estatísticas;
  • Confirmar contatos (fones e endereços úteis);
  • Localizar fontes;
  • Facilitar a logística: passagens, equipamentos, material de trabalho (desde livros até back up em servidores web), agenda (dia, hora e local de eventos) ;
  • Encontrar mapas (de ruas – Fpolis, São José, outros SC – à paises e mapas temáticos)
  • Usar Dicionários e gramáticas (dúvidas ortografia, conjugação…)
  • Acessar serviços governamentais (detran, receita…)
  • Monitorar processos na justiça
  • Acompanhar andamento de projetos e outras atividades do legislativo
  • http://www.senado.gov.br/sf/ ou http://www2.camara.gov.br/ – Histórico de projeto de lei, situação atual e possibilidade de cadastrar para acompanhamento.

  • Manter-se informado:
  • Hard news, mídia on-line (versão dos impressos, alternativa, independente, exclusivamente on-line, Sites corporativos e institucionais e até o Orkut pode render boas informações.

    Pesquisa revela que 86% dos jornalistas utilizam a Internet como fonte no trabalho
    Abaixo alguns trechos da pesquisa. A íntegra do release pode ser lida aqui.

    Pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa em Produção Jornalística Apoiada em Computador (Infojornal) do Curso de Jornalismo da UFSC confirmou a importância da Internet como novo meio de apuração de informações. Entre os 137 jornalistas entrevistados via e-mail, 112 afirmaram já ter realizado trabalhos utilizando a Internet como fonte de informação. Além de apurar informações pela rede, os jornalistas citaram a correspondência eletrônica (e-mail), as entrevistas realizadas on-line e também as fotos retiradas de sites como recursos buscados na rede.

    A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 97 com jornalistas de todo o país.

    Os jornalistas que estão conectados à rede mundial têm como objetivos principais fazer pesquisas, “buscar informações, ler revistas e jornais on-line e trocar correspondência. O e-mail é utilizado tanto para entrevistas, quanto para entrar em contato com outros profissionais da área, enviar matérias, comunicar com a redação e receber pautas. No entanto, apenas três entrevistados utilizam a Internet como fonte de pauta, um número baixo, considerando-se que a grande maioria de instituições já disponibiliza dados pela rede.

    Aproximadamente 27% dos jornalistas afirmam que a internet serve como ferramenta de trabalho.

    As páginas da Internet são utilizadas como fontes por 70% dos jornalistas (97). São consultados para a elaboração de matérias os sites de bibliotecas, os governamentais, os de jornais e revistas, além do IBGE e do serviço UOL. Apesar disso, as páginas mais acessadas ainda são as do serviço de busca, como Altavista, Cadê? e Yahoo. Estes serviços são requisitados por causa da dificuldade de encontrar na rede a informação precisa. Os jornalistas reclamam das páginas de má qualidade, pouco atualizadas ou mal elaboradas, da pouca confiabilidade nas fontes e também da disseminação descontrolada de informações, o que faz com que muitos profissionais “se percam” na Internet.

    Em contraste, a maior vantagem apontada por estes profissionais é a grande quantidade de informação disponível (33%) o acesso rápido às fontes, a praticidade e agilidade do meio. Os jornalistas afirmam que a Internet também estimula o contato com fontes do exterior, já que ela quebrou as barreiras geográficas e encurtou distâncias. Questionados sobre “o que ainda falta na Internet”, 21 entrevistados falaram: o que falta é organizar a rede, isto é, separar a página de qualidade das demais e facilitar o acesso a tanta informação.

    Uma pesquisa realizada entre jornalistas concluiu que a Internet é a segunda maneira mais utilizada para apurar informações. O estudo Middleberg/Ross detectou que a primeira delas ainda é o contato pessoal com a fonte. Outro dado da pesquisa mostra que os entrevistados consideram a rede como a grande aliada na elaboração de pautas: 9% recorrem primeiro a ela para procurar idéias para as reportagens. O estudo pode ser conferido no site http://www.mediasource.com/

    Comentários: De 1997 pra cá, podemos dizer que a maioria dos jornalistas continua fazendo o mesmo uso da internet. Neste período, o que evoluiu foram as formas de se buscar informação, com o refinamento dos mecanismos de busca, aumento do número de bases de dados públicas, sites institucionais e novos modos de se acessar conteúdo (como o RSS ou conteúdo para dispositivos móveis como celulares).

    Nos últimos anos também está se popularizando entre os jornalistas a leitura e a publicação de blogs. Os blogs “profissionais” ou especializados ajudam a “organizar” o conteúdo da rede, uma deficiência apontada por alguns entrevistados. Ou seja, os objetivos dos jornalistas na internet continuam quase os mesmos, o que está e vai continuar em constante transformação é o modo de se alcançar estes objetivos.

    E-mail/Correio eletrônico: A ferramenta de comunicação mais usada na internet. Comunicação no tempo escolhido.

    Possibilidades de uso para jornalistas:
    Envio de textos, fotos e outros arquivos em anexo (podem ser compactados .zip);
    Recebimento de documentos, planilhas, releases etc;
    Envio de perguntas para entrevistas ao vivo em outros veículos (televisão, rádio);
    Produção de entrevistas: contato para agendar entrevista, envio de pauta para assessoria de comunicação de empresas;

    Dicas para realização de entrevistas por e-mail: Não confie só no e-mail. Se há pressa, ligue para se apresentar, informar que está enviando uma pauta e negociar um prazo com a fonte. Depois de recebida a mensagem com as respostas, ligue ou fale pessoalmente com a fonte para complementar a pauta, tirar dúvidas e fechar entrevista.

    Vantagens: agilidade e praticidade (ganho de tempo), possibilidade de inclusão de gráficos, facilidade para usar citações do entrevistado, rapidez para as perguntas básicas (que envolvem números etc); arquivamento das respostas para “segurança”. Bom para entrevistar fontes distantes sobre assuntos técnicos e/ou casos objetivos.

    Desvantagens: a fonte fica a vontade para enfatizar só o que lhe interessa, pode acontecer de as respostas serem muito vagas, linguagem escrita, descumprimento de prazo. O jornalista fica impossibilitade de perceber o ambiente da entrevista e de interpretar informações não-verbais do entrevistado.

    Por isso sempre que possível é melhor fazer uma entrevista pessoalmente, especialmente se é preciso “espremer” a fonte para conseguir as informações desejadas. Se o e-mail for usado, muitas vezes é importante também ligar ou realizar uma entrevista presencial , que será mais curta e objetiva (em comparação ao não uso do e-mail), proporcionando ir mais fundo no assunto.

    FTP
    File Transfer Protocol. Software livre: Filezilla. http://sourceforge.net/projects/filezilla

    Possibilidades de uso para jornalistas: manutenção de sites, armazenamento de material em servidor disponível de qualquer lugar, manutenção de back up em servidores de rede.

    Instant Messengers (MSN, ICQ)
    Possibilidades de uso para jornalistas: entrevistas, recebimento de arquivos.

    Listas de discussão
    Possibilidades de uso para jornalistas: Acompanhamento de discussões sobre determinados temas. Localização e seleção de fontes sobre assuntos específicos. Importante para aprimoramento profissional e criação de rede de contatos.

    Voz sobre IP: www.skype.com
    Possibilidades de uso para jornalistas: Entrevista por “telefone” gratuitamente. Contato com rede de correspondentes a baixo custo.

    WEB
    “A teia mundial”

    Mas o que há na web?
    Portais, sites especializados (comerciais, institucionais, informativos), bases de dados, lojas e leilões, mecanismos de busca, sites de relacionamento, sites pessoais, blogs/fotologs/videologs…
    Veremos mais adiante uma relação de sites (bookmarks) úteis para jornalistas.

    Orkut: mais de mil comunidades jornalísticas

    A rede mundial de computadores tornou-se recentemente veículo de uma surpreendente ferramenta de comunicação: o Orkut, espaço virtual que utiliza a internet para ampliar a rede social de seus usuários, que podem interagir por meio de áreas de interesse comum. Só de comunidades relacionadas ao exercício jornalístico no Brasil, existem mais de mil dentro do Orkut. (Fonte: Comunique-se. Leia mais aqui).

    Observação: O conteúdo desta aula foi atualizado a partir da versão de 28/03/2005.


    2 comentários para o post “Recursos na internet para jornalistas”

    1. [ IMD3 - internet e mídia digital ] » Vamos começar…pelo começo! on agosto 2, 2006 18:11

      [...] rio, vamos procurar dar uma nivelada geral no básico da internet e conversar sobre alguns recursos na internet para jornalistas. Objetivos da a [...]

    2. [ IMD3 - internet e mídia digital ] » Recomeçando pelo começo on agosto 9, 2006 17:56

      [...] , e da aula inaugural do início dessa semana, vamos voltar mais ou menos de onde paramos: recursos na internet para jornalistas. Dependendo da [...]

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