Quem?

O texto abaixo é parte da apresentação publicada na dissertação de mestrado de Rogério Mosimann.

A definição do objeto de pesquisa está estreitamente ligada à trajetória acadêmica e profissional do autor. Em 1993, o primeiro emprego como jornalista, na editoria de esportes do jornal O Estado (SC), o fez conhecer um modo de fazer jornal diário que já não existe mais: redação em laudas e máquinas de escrever, diagramação com réguas e desenho no papel, recebimento de informações de agências por telex, pesquisa exclusivamente em arquivos impressos (do jornal ou da biblioteca pública) etc.

Com a compra do primeiro computador para a produção da Revista Latinidad (principalmente para editoração eletrônica), em 1994, surgiu a curiosidade por novas tecnologias relacionadas ao jornalismo. Inicialmente o mercado editorial dava sinais que a publicação de CD-ROMs multimídia era uma tendência. Mas, devido a existência de um custo de impressão da mídia, a novidade ainda estava fora do alcance da pequena editora formada por três quase formandos. Com a descoberta da internet, assim como foi para muitos jovens, a ausência de um custo industrial permitiu a experimentação.

Em 1995, graduou-se em Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo pela UFSC, criando como projeto de conclusão de curso a primeira revista on-line do Sul do Brasil – Latinidad, hospedada nos servidores do NPD-UFSC. Na época, o acesso à internet era exclusivo de pesquisadores, pós-graduandos e professores da universidade.

A internet tornou-se uma rede comercial em meados de 1995. Viu-se surgir os primeiros provedores em Florianópolis e a evolução da tecnologia e dos serviços on-line. Através da Infomídia Comunicação e Marketing Ltda, criada em 1996, este autor criou o primeiro web site de uma prefeitura catarinense, a de Blumenau (1996). Participou também da primeira experiência do Diário Catarinense (1997) e do jornal O Estado (1998) na internet. Fez o primeiro site do governo catarinense com publicação de notícias (1997) e esteve na equipe que criou o portal Trix, do grupo Matrix (1998, 1999).

A partir do ano 2000, com o aquecimento do mercado de internet, seguiu para o Rio de Janeiro, onde atuou na Brasil Interativo, empresa de projetos web originada de uma incubadora tecnológica de Florianópolis, mais tarde incorporada por uma empresa do empresário Nelson Tanure, atual dono do Jornal do Brasil, da Gazeta Mercantil e da IstoÉ. Com o estouro da “bolha da internet” e a revisão dos investimentos em internet em todo o mundo, os recursos escassearam e o acontecimento precipitou a volta deste autor para Florianópolis depois de dois anos.

Desde então, criou-se sites institucionais para empresas, fez-se experiências com blogs, fotologs e videoblogs (além de reportagens para veículos impressos) e buscou-se acompanhar a evolução da internet.

Em 2005, iniciou carreira de professor no jornalismo, lecionando sobre webjornalismo na Faculdade Estácio de Sá – SC, afastando-se em 2010.

Atualmente presta assessoria de comunicação, consultoria e desenvolve websites através de sua empresa Infomídia Comunicação.