Muitas vezes a gente vê no National Geographic ou Discovery Channel e nem imagina que tem gente aqui do nosso ladinho, na Baía Sul, em Floripa, fazendo arqueologia subaquática, revelando o que pode ser o naufrágio mais antigo do Brasil.
A foto acima mostra um dos mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul ao lado de uma âncora de três metros de comprimento. Por seu formato e tamanho, a âncora deve ser do século XVI, provavelmente da nau de Sebastian Caboto, segundo os pesquisadores. O navegador veneziano esteve aqui em 1526 a serviço da Espanha, quando batizou nosso pedacinho de terra perdido no mar de “Ilha de Santa Catarina”.
Não é a toa que a ponta da Ilha, ali na Barra Sul, chama-se Ponta dos Naufragados. Juan Dias de Solis também perdeu sua embarcação ali, e ao todo há oito registros de naufrágios históricos no local. Segundo João Carlos Mosimann, no livro Porto dos Patos (2002, p. 14), “em 1753 duas embarcações naufragariam com 250 açorianos a bordo, com apenas 77 sobreviventes”.
O mergulhador do Projeto Resgate Barra Sul, Nei Mund Filho explica que quando os navios “adentravam a baía Sul, na Ilha de Santa Catarina, para se abastecerem de provisões, eram surpreendidos pela geografia acidentada do leito marinho e muitas vezes pegavam um inesperado vento Sul, e naufragavam”, relata, em release de Duda Hamilton e Beth Karam, da Dfato Comunicação, sobre o Projeto.
Confira a seguir o texto completo de Duda Hamilton, com informações sobre os achados do Projeto, o croqui do navio e sua disposição no fundo do mar e a necessidade de investimentos para que o Projeto Resgate Barra Sul possa continuar esse trabalho e descobrir exatamente a origem e a quem pertencia a embarcação. [Lê mais que vale a pena »]
Visual clássico de Floripa, que todo turista costuma conferir e qualquer morador ainda se impressiona, mesmo vendo frequentemente. A paisagem da foto é a vista do alto Morro da Lagoa, ou Morro das Sete Curvas, com a Lagoa da Conceição e o mar, Praia da Joaquina à direita e Praia Mole à esquerda.
O Brasil é o melhor destino para aventureiros e apaixonados por esportes radicais em 2009. Esta é a opinião dos editores da revista National Geographic Adventure, com mais de 2,4 milhões de leitores no mundo, que chegou às bancas nos Estados Unidos e Canadá esta semana. Além do Brasil, apenas o Nepal recebeu o título.
Segundo a Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), a indústria de Turismo de Aventura é responsável por quatro milhões de turistas (entre brasileiros e estrangeiros) no Brasil, representando um faturamento médio anual que deve superar R$ 490 milhões neste ano.
O mercado já conta com aproximadamente 1,5 mil empresas espalhadas nos principais pólos de aventura do País. Estima-se que o Turismo de Aventura apresente crescimento entre 15% e 20% ao ano. De acordo com a Demanda Turística Internacional, estudo realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para a Embratur, 19,5% dos turistas estrangeiros que visitaram o País a lazer em 2006 disseram terem escolhido o País por motivo de ‘Natureza, Ecoturismo ou Aventura’. (via Abeta)
Beleza natural, conservação, localização e limpeza das águas foram os critérios do Guia Quatro Rodas de Praias 2009 para a incluir a Lagoinha do Leste (Florianópolis - SC) entre as 10 melhores praias do Brasil.
Deserta e com ótimas ondas para surfe, Lagoinha é cercada por costões verdinhos — um dos últimos redutos de mata Atlântica da ilha — e adornada por uma bela lagoa. Na praia mais bonita de Floripa, a dificuldade de acesso é o que garante a conservação. No verão, barcos fazem o transporte a partir de Pântano do Sul. Mas, no resto do ano, é preciso disposição para caminhar: ou você escolhe a trilha mais rápida e íngreme (que também começa em Pântano do Sul), com bromélias por toda a parte e a incrível vista de um mirante natural, ou a mais longa, que parte da praia do Matadeiro e combina trechos de mata fechada com outros abertos, beirando costões (o que garante ótimas fotos). Sugestão? Vá por uma e volte pela outra. (texto de Maria Fernanda Ziegler)
Descobri essa lista de dez mais no blog do Dauro, para quem a Lagoinha “é uma das 10 melhores praias do universo conhecido por mim“. E olha que esse cara já circulou pelo mundo.
Eu diria que, a única vez que pensei “isso aqui é mais bonito que Floripa” foi quando estive no Hawaii e em Fernando de Noronha. No mais, Floripa está muito bem posicionada, e a Lagoinha é a expressão mais intocada da nossa beleza ilhoa.
Lagoa da Conceição, vista do mirante do Ponto de Vista, na estrada para a Praia Mole. Para quem não conhece muito bem se localizar, a Avenida das Rendeiras fica à esquerda na paisagem, lá perto daquele pedacinho de dunas na foto.
Com essa linda foto-montagem de Márcio Cabral de Moura (CC), inicio uma nova série: Cartão postal de Floripa. Aos poucos vamos criar um álbum coletivo com belas imagens dos locais que são “cartões postais” de Floripa.
O título da série produzida pelo Instituto Larus e cuja edição 2008 estréia no próximo sábado, dia 15, na RBS TV, tem tudo a ver com a maneira como eu conheci o Larus. Em 1995 (ou 1996) fiz o curso de mergulho autônomo com Alcides, Jorge, Ângelo e companhia. Redescobri o mar. Além de aprender o básico do mergulho, tive valiosas lições ambientais. Cada saída para o Arvoredo (no Sea King, do Maurício) era uma aula.
O vídeo acima - o episódio “Biodiversidade” de Redescborindo o Mar - ilustra o que o Larus vem fazendo há 25 anos e mostra um pouco da biodiversidade do litoral de Floripa.
Este ano a série “Redescobrindo o mar” inclui três episódios: a Fronteira Tropical, as Estratégias de Vida e o Poder do Mar. A exibição dos filmes será nos próximos três sábados, dentro do quadro Santa Catarina em Cena, às 12 horas, antes do Jornal do Almoço, e às 13:45 horas pela TVCOM.
Concluo com a frase célebre do Instituto: “É preciso conhecer a natureza para preservar a vida, porque ninguém preserva o que não conhece“.
Através do clipping da FloripAmanhã, vi o texto da jornalista Celita Campos, da Agecom, sobre o seminário “Peri em Foco”, que acontece no dia 7 de novembro, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h, na sede do Parque Municipal da Lagoa do Peri. A área do parque concentra as matas mais preservadas de Floripa, além de riquíssima fauna, incluindo a rara lontra. O evento “deverá ser uma troca de experiências sobre as pesquisas realizadas na Lagoa do Peri”.
Aberto à comunidade em geral, o seminário se justifica pelo bom número de pesquisas na área, mostrando a importância do debate para a comunidade vizinha ao Parque, que terá ainda a oportunidade de apreciar a exposição às 17h, na qual serão exibidos aquários, caixas entomológicas, fotografias e pôsteres. As inscrições serão feitas no local.
En cuanto a olas, hemos venido al lugar adecuado. Es una isla que recibe viento y mar de Norte Este y Sur, con lo que se garantiza surf casi todos los días en época de olas.La playa más consistente ha sido la de Mole, y hemos ido allí la mayor parte de las veces.(…)
También hemos visto que en Florianópolis se hace bastante Kite. En los 8 días que hemos estado, han habido 3-4 de mucho viento y como tiene tanto mar como lagunas, encima se puede escoger sitio donde navegar.
Esse foi mais um post da série “Minha viagem em Floripa”, com depoimentos coletados em blogs, recebidos nos comentários, por e-mail etc sobre a impressão que marcou um visitante após sua passagem por Floripa.
Conta aí, como foi tua viagem em Floripa? O que te impressionou?
Os vencedores do Prêmio Fotógrafo da Vida Selvagem 2008 estão com suas imagens expostas, a partir de hoje (31/10), no Museu de História Natural de Londres, promotor do concurso junto com a BBC Wildlife Magazine. Entre as sensacionais fotos premiadas em 17 categorias, me chamou a atenção essa foto acima, “Deadlock”, de David Maitland, tanto pela imagem, quanto pela historinha dessa luta entre um sapo e uma cobra, numa Floresta em Belize, que durou horas noite adentro. Dois bichos comuns — com diversas variações de espécies mas ampla ocorrência, inclusive aqui, em Floripa —, uma foto rara.
Foto: David Maitland / - Wildlife Photographer of the Year is owned by the Natural History Museum and BBC Wildlife Magazine.
Canon EOS-1Ds Mark II + 100mm macro lens; 1/500 sec at f10; ISO 50; twin flashes
Com este post inauguro a série “Minha viagem em Floripa”, com depoimentos coletados em blogs, recebidos nos comentários, por e-mail etc etc. A idéia é registrar o “feeling”, aquela sensação que marcou um visitante após momentos vividos em Floripa.
Conta aí, como foi tua viagem em Floripa? O que te impressionou?
Vamos começar com um trecho de um texto que Ryan Ballard, 22 anos, de Buenos Aires, publicou no blog dele, “Una aventura real“. Lamento quem não lê em inglês, mas achei muito interessante a descrição do Ryan (e assim inauguramos também um conteúdo in english):
The island is small and local. The culture is rather authentic, especially during the time we went which was off season, with a strong almost everyone only speaking Portuguese, forcing us to learn it. The produce was luscious and fresh, and tasted real and raw. We had fresh açaí almost everyday, we made smoothies from pineapples, kiwis, coconut milk, and enjoyed sugarcane juice that seemed to be super popular. Fresh was the theme: fresh salt water air, fresh fruits and vegetables, fresh pastries, a fresh feeling as we hiked through the tropics of the hills that rolled around the island, fresh experiences on the beach and while driving through the island, and fresh rain pouring from a few thunderstorms that passed over us. (by Ryan Ballard, 22 years old, from Buenos Aires)